NÓS capacita técnicos para deteção precoce de atrasos de desenvolvimento

Em ação de sensibilização interna

 

Detetar sinais de atraso no desenvolvimento motor dos recém-nascidos, até perfazerem 15 meses, é o principal meio de alerta para possíveis alterações neurológicas ou para a falta de estimulação das crianças. Este foi o mote da ação de sensibilização realizada junto dos trabalhadores da NÓS – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente que constituem a Equipa Local de Intervenção Precoce do Barreiro, na manhã de 15 de Janeiro.
Segundo Fátima Gómez, responsável pela sensibilização interna decorrida no ginásio da Associação, o objetivo deste género de formação passa por “capacitar técnicos que, por sua vez, consigam capacitar as famílias que detetem nos filhos problemas que impeçam o seu correto desenvolvimento”. “Estas formações sobre o desenvolvimento motor no bebé fazem parte do modelo de transdisciplinaridade existente na nossa Equipa de Intervenção Precoce e decidi propor esta ação devido a muitas sinalizações de bebés, muito pequenos ou prematuros, com algum tipo de problemas de atraso por parte do Centro Hospitalar Barreiro Montijo”, contex-ualiza a fisioterapeuta da Intervenção Precoce da Associação.
Aumentar as competências para avaliar o desenvolvimento motor dos mais novos nos primeiros meses de vida implica que estes saibam “avaliar a atividade reflexa que os bebés têm quando nascem e como tal influencia o seu desenvolvimento motor”. “O que pretendemos, no fundo, é ajudá-los a desenvolver competências que ainda não tenham e a transmitir determinadas estratégias aos pais”, sublinha Fátima Gómez.
Questionada sobre quais os principais sinais de alerta «de que algo não está a correr bem», a fisioterapeuta da Equipa de Intervenção Precoce do Barreiro reforça a ideia de que é sempre necessário interpretar um conjunto de “reflexos primitivos que os bebés têm quando nascem e que permanecem um determinado número de meses”. “Se um determinado reflexo permanece no tempo, tal é sinal de uma alteração neurológica, embora exista sempre uma margem de erro; se, por exemplo, o reflexo de um bebé perante a pressão na planta do pé não desaparecer por volta dos 9 meses, isso significa que a criança terá dificuldades em atingir a marcha autónoma, pois sempre que colocar o pé no chão irá retirá-lo”, exemplifica Fátima Gómez.
Por trás de sinais como este podem estar “várias causas”, tais como “problemas durante a gravidez ou também no parto”. “Podem ocorrer situações como a falta de oxigenação do cérebro do bebé na hora do parto ou estarmos perante crianças prematuras que ainda não desenvolveram bem o seu sistema nervoso. Logo que nos é dado o alerta de que algo não está bem, sabemos que todo o desenvolvimento pode ficar atrasado e, nesse contexto, há determinadas ferramentas para que os reflexos que ainda estejam ativos sejam inibidos e para facilitar o movimento normal”, elucida a fisioterapeuta da Equipa de Intervenção Precoce do Barreiro.

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